Poemas Belos

Monday, April 02, 2007

Paella


A semana começou concorrida no blog, maravilha. Todo mundo falando do que entende, Bc e guitarristas mil, Fuji e seus comentários alegres de um vascaíno a espera do milésimo gol, será que sai agora? Eu, vou postar uma receita, afinal comer é minha especialidade mais sincera.

Um prato que fiz num domingo desses aqui em casa foi a paella, nunca tinha feito até que minha mãe me intimou depois de chegar em casa com aquela panela gigantesca, não deu outra, abri o youtube e descobri que a paella na verdade é um grande mexidão (Lisa não se ofenda por favor..), o grande lance é entender o tempo de cozimento de cada ingrediente, na minha opinião é o tipo de prato feito para festas, muita gente, que não da pra fazer pouco, fica sem graça, tipo feijoada, cozidão, enfim.

Nssa receita usei, camarão, polvo, pimentão, vagem, lula, mexilhão, cebola, açafrão, sal, alho, muito azeite de oliva, azeitona, ovo e arroz.Segue abaixo três links para receitas, que tem suas diferenças mas a base é a mesma.

http://servlets.hotlink.com.br/quintopecado/newstorm.notitia.apresentacao.ServletDeNoticia?codigoDaNoticia=1351&dataDoJornal=atual

http://www.gastronomiabrasil.com/gastronomia/Dicas_Uteis/Paella_Passo_a_Passo.htm

http://www.gastronomias.com/internacionais/fav0005.htm

Com certeza a paella combina e muito com samba, e de repente uma caipirinha também, minha dica de som fica a cargo de Ivan Lins e Irakere, cd maravilhoso, gravado em Cuba, Ivan Lins é pra mim um dos melhores compositores brasileiros e Irekere é sem dúvida um dos grandes nomes da da música cubana, revelou gente como Paquito de Rivera, Arturo Sandoval, Chucho Valdes, entre outros músicos que misturam salsa, jazz, música brasileira.


Esse CD tem momentos maravilhosos que misturam todos esses sotaques diferentes, com certeza cairia muito bem com a caipirinha e uma paella, fica aqui a sugestão, levo o cd e a panela..

Beijos

Esdras.

Tuesday, January 09, 2007

Vatapá com Caymmi


Aqui em casa lógico a alimentaçãoleve do Nordeste está sempre em evidência, doce de buriti, beiju ou tapioca como preferir, cuscuz, carneiro, buchada, rabada, até Guaraná Jesus entra na história, mas tem uma que sempre no Natal e no aniversário da minha mãe não falta, vatapá.

Sempre soube do vatapá como comida típica da Bahia, mas nessas duas datas minha avó que émaranhense há anos faz além da tradicional ceia esse prato. Nunca pude comer muito por causa de uma alergia, uma pena, mas do pouco que provei sei que é muito bom..

Outro grande fã da culinária baiana, Caymmi, também merece destaque nessa conversa de vatapá. Pense num baiano, tem 91 anos e fez pouco mais de 90 músicas, quase todas hit, as músicas estão na boca do povo, ajudaram a criar uma cara para a Bahia. Participou de períodos importantes da música brasileira,escreveu músicas para Carmem Miranda, participou da época da bossa e seguiu firme até pouco tempo , dentro das possibilidades baianísticas, ativo na música. Ano passado saiu o dvd da família Caymmi, com Dory, Nana e Danilo Caymmi fazendo uma homenagemà essa trajetória, bem bonito, vale a pena.

A receita do vatapá ta no site: http://bacaninha.cidadeinternet.com.br/home/cozinha/secoes/receitas/cozinha_brasileira/receitas_cozinha_brasileira_vatapa.htm

Apreciem com moderação, e por favor nada de vatapá antes dos shows,sem maiores surpresas...


Beijos,

Esdras.




Texto tirado do Google, muito interessante, para ler escutando Móveis Coloniais de Acaju.


Uma história esquecida – a revolta dos fabricantes de móveis de Acaju da Ilha dos Bananais no Séc. XIX.

" El tiempo consume la memoria de las cosas..."

Pedro Cieza de Léon.

“ A história hoje não é senão a malha fina do lembrado por cima do oceano do esquecido, mas o tempo avança e chegará a época dos milênios passados que a memória limitada dos indivíduos não poderá mais abraçar, assim séculos e milênios cairão em painéis inteiros, séculos de quadros e de música, séculos de descobertas, de batalhas, de livros, e isso será ruim porque o homem perderá noção de si mesmo e sua história, inatingível, inacabável, se reduzirá a alguns sinais esquemáticos desprovidos de sentido”

Milan Kundera - A Brincadeira

A tarde já ia alta naquele dia 26 de um julho seco do Planalto Central. O ano era 1773, e naqueles tempos se afastar do litoral era uma aventura, mas ora se não foi mesmo de aventura em aventura que se constituiu muito além do que determinava o tratado de Tordesilhas o território deste país Brasil, e o sertanista José Pinto Fonseca estava prestes a ter o retorno de sua aventura, porque foi nessa tarde alta de 26 de Julho de 1773 que ele, navegando o rio Araguaia, se deparou com a maior ilha fluvial do mundo, a Ilha do bananal.

O primeiro relato que temos dando notícias da Ilha do bananal foi feito pelo próprio sertanista e data de 1775. Na carta dirigida ao “General de Goyazes” o autor chega a mencionar a bandeira do paulista Pires de Campos, e o fato de que ele teria exterminado uma aldeia indígena naquela localidade cerca de 25 anos antes. Mas dessa aventura não se tem relato algum, sendo por isso José Pinto da Fonseca o “descobridor” oficial da ilha do Bananal.

José Pinto da Fonseca havia saído de Belém cerca de 3 meses antes. Desceu o rio Tocantins, depois o Araguia, por mais de 2.000 K.M. Em certo ponto, quando o rio Araguia segue pelo lado direito e o Javaés pelo esquerdo, deparou-se com a misteriosa e gigantesca ilha. A imensidão de terra de mais de 20.000 quilômetros quadrados coloca-se como um gigante desconhecido para os brasileiros. Sua história é marcada pela violência dos homens brancos contra as populações indígenas autóctones, contudo, o episódio mais triste e sangrento da esquecida história da ilha foi, sem dúvidas, a revolta dos camponeses fabricantes dos seculares móveis coloniais de Acajú. A historiografia têm ignorado sistematicamente esse que foi um dos episódios mais truculentos da nossa “pacífica” história. Ao persistimos no desconhecimento desse episódio, impomos aos fabricantes de Móveis de Acajú uma derrota não merecida, fazendo ter efeito as palavras de Hobsabawn “as sentenças que escrevemos em nossos aparentemente inócuos teclados podem ser sentenças de morte.”[1] Esta frase de Hobsbawn faz-nos pensar que são ainda mais profundas as implicações deste “esquecimento” histórico de que se está falando. Não se está simplesmente a negar a estas pessoas o direito a seu passado. Estar-se mesmo a negar-lhes a existência de seu próprio presente. Enfim, estar-se a negar-lhes sua própria existência. Caminha-se assim para o cumprimento das palavras de Kundera na epígrafe, fazendo com que muitos homens herdeiros destas tradições preteridas percam a noção de si mesmos e de sua história. Mas nesse caso fazemos ainda pior, porque sequer reduzimo-la a alguns sinais esquemáticos desprovidos de sentido. Simplesmente a esquecemo-la. É para evitar isso que nos dedicaremos agora a entender o que foi e como aconteceu essa revolta.

I

A madeira popularmente chamada de Acajú é na verdade o cedro-cheiroso (Cedrela odorata), também conhecido pelos nomes vulgares de cedro-fêmea, cedro-rosa, cedro-espanhol, cedro-vermelho e cedro-mogno é uma árvore da família das meliáceas e chega a atingir 30 m de altura. A madeira caracteriza-se pelo seu cerne vermelho e é muito utilizada e apreciada na produção de mobília.

A ilha do bananal é conhecida, entre outras coisas, por ser uma área onde a madeira Acajú é abundante. Desde o século XVI que os índios Javaé[2], uma das várias tribos que habitam a região, têm a madeira como uma fonte primordial quer seja para a confecção de utensílios de seu dia-a-dia, quer seja para utensílios ritualísticos, como os famosos cachimbos xamanísticos Javaé[3]. Estes cachimbos se distinguem dos cachimbos xamanísticos de outras tribos porque além de não serem um instrumento antropomórfico ou falomórfico – têm a forma de jacarés, sendo por isso chamados de Korera (jacaré na língua Javaé) - são feitos exclusivamente da madeira Acajú[4]. Depois que a ilha foi descoberta, grupos populacionais de portugueses passaram a ocupá-la juntamente com os índios, em um caso de coexistência pacífica raro no Brasil colonial. Os Portugueses que ali se fixaram também se dedicaram ao trabalho com a madeira, contudo se ocupavam primordialmente da fabricação de móveis coloniais, que eram muito apreciados no nordeste brasileiro, por mais difícil que fosse a chegada desses móveis vindos de “tão inóspitas regiões, ” como nos lembra o viajante Hercule Florence.[5] O sonho idílico da convivência entre portugueses e indígenas, aventado em obras como a de Gilberto Freyre, parecia ser verdade nesta parte do país, isso até um acontecimento que iria destruir o modo de vida das populações do bananal e causar um dos maiores derramentos de sangue da nossa história: a independência do Brasil.

II

Nos últimos anos o enfoque teórico que perpassou quase todas as análises sobre a independência do Brasil foi o de Caio Prado Júnior. Como nos explica Jurandir Malerba:

“Partindo de um ponto de vista marxista, ele procurou entender o "sentido" da colonização, inserindo a história do Brasil num contexto senão planetário, ao menos ocidental: a história do Brasil explicar-se-ia como um derivativo da história européia, no contexto da expansão do capitalismo comercial. Essa tese é a base das teorias da dependência.[6]

Na verdade, desde a chegada da família real portuguesa no Brasil e do Tratado de de 1810 que o Brasil era muito mais dependente da Inglaterra do que de Portugal, que a essa altura era não mais do que uma possesão da França Napoleônica. Essa dependência fica mais clara nas palavras de Freyre:

“Mesmo depois de proclamada a independência do Brasil, de promulgado, pelo novo Império, um código criminal e de instituído um sistema judiciário próprio, o governo britânico recusou a reconhecer como satisfatórios os juízes consagrados pela Constituição do Império, mantendo aqui os seus juizes conservadores (imposição do Tratado de 1810) – um privilégio extraterritorial que só desapareceria de todo em 1844, a despeito de não ter sido aceito senão com ressentimento pelos brasileiros, orgulhosos de seu novo status, o de nação politicamente independente, fato este que mostra a situação de quase Colônia do Brasil em face da Grã- Bretanha. À sombra de tais privilégios é que a economia brasileira fora imperialmente dominada pela

britânica.”[7]

Não é de se estranhar por isso que os britânicos tenham se apoderado, dentre outras coisas, da ilha do Bananal. Vindos em três ondas sucessivas pelo rio Tocantins, muito provavelmente ainda em busca do mítico “El Dorado”, hordas de exploradores e salteadores ingleses ocuparam e expulsaram da ilha parte da população indígena e portuguesa que ali vivia. Contudo, o pior para aqueles homens foi ver a destruição sistemática de suas criações. Calcula-se que mais de meia tonelada de madeira, em forma de móveis coloniais e cachimbos xamanísticos tenham sido destruídos pelos ingleses. A destruição, de maneira tão cruel e fortuita de objetos que tinham ao mesmo tempo uma importância econômica e ritualística causou uma revolta generalizada em toda a ilha. Hordas de colonos se uniram a dezenas de tribos indígenas para lutar sozinhos contra a opressão inglesa. Sabiam que não podiam contar com a ajuda do governo português, que ademais estava sujeito às vontades de Londres. Em um dos atos mais heróicos e marcantes da nossa história, portugueses e indígenas acabaram por expulsar no dia 05 de fevereiro de 1813 os últimos ingleses que ainda estavam aportados na ilha. Em uma batalha que tem para o Brasil o mesmo valor simbólico de uma batalha de Guararapes, a Revolta de Acajú, como ficou conhecida, devolveu àqueles homens e mulheres o direito de viver em sua terra e de produzir a sua arte.

Bibliografia

ALMEIDA, Fernando Mendes de. O Direito português no Brasil. In: HOLANDA, Sérgio

Buarque de, org. História geral da civilização brasileira. São Paulo : Difel, 1977.

ANASTASIA, Carla M. J. Vassalos rebeldes. Violência coletiva nas Minas na primeira metade

do século XVIII. Belo Horizonte: C/Arte, 1998.

BOURDIER, Pierre. Outline of a Theory of Practice. Cambridge : Cambridge University Press,

1977.

FIGUEIREDO, Luciano Raposo de Almeida. Protestos, revoltas e fiscalidade no Brasil

Colonial. LPH: Revista de História. 5 (1995): 56-87.

FIGUEIREDO, Luciano Raposo de Almeida. Estudo crítico: rapsódia de um bacharel.

Códice Costa Matoso. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1999.

GONZAGA, Thomaz Antonio. Tratado de Direito Natural. Belo Horizonte : Imprensa

Oficial, 1928.

HESPANHA, António Manuel. Às vésperas do Levianthan. Instituições e poder político. Coimbra:

Almedina, 1994.

HESPANHA, António Manuel. História de Portugal moderno: político e institucional. Lisboa:

Universidade Aberta, 1995.

LARA, Sílvia H. Introdução. Ordenações Filipinas. Livro V. 1999.

MOORE JR., Barrington. Injustice: the social bases of obedience and revolt. Cambridge: Cambridge

University Press, 1978.

SCOTT, James C. Domination and the arts of resistance.Hidden transcripts. Yale University

Press, 1990.

SCOTT, James C. Weapons of weak. Everyday forms of peasant resistence. New Haven:

Yale University Press, 1985.

SILVA, Flávio Marcus da. Negociação e controle. A política alimentar nas Minas setecentistas.

Belo Horizonte: UFMG, 2001.

SNELL, K. M. D. Annals of Labouring Poor. Cambridge: Cambridge University Press, 1985.

TAYLOR, William B. Drinking, homicide and rebellion in colonial mexican villages.

Stanford: Stanford University Press, 1979.

THOMPSON, E. P.. Custom, Law and Common Right. The moral economy reviewed. In:

Customs in common. New York, The New Press, 1991.



[1] Hobsbawm, Eric, On History, Nova Iorque, The New Press, 1997. pp.266-277.

[2] Os Javaé migraram para a ilha provavelmente vindos do Norte, à época da chegada portuguesa no Brasil. Falam a língua Javaé (família Karajá, tronco Macro-Jê).

[3] O Marechal Rondon esteve na Ilha do Bananal em uma aldeia Javaé, oportunidade em que chegou a fazer referência nas instruções protocolares entre chefes indígenas e o presidente Getúlio Vargas “Segundo o protocolo Javaé, ao Sr. Presidente da República ter-se-á entregado um cachimbo de madeira Acajú em que o Chefe de Estado devia tirar grandes baforadas voltadas para o lado em que nasce o Sol, ídolo daquela gente, por ela reverenciado como bem-feitor da natureza em que vive, de que vive e para que vive.” Rondon, Rumo ao Oeste in: LINS, IVAN A Obra Educativa do Gen. Rondon, RIO DE JANEIRO,1942

[4] Sobre o uso ritualístico das tribos indígenas do norte ver dissertação de mestrado intitulada "O fumo e os cachimbos cerâmicos na pré-história da Amazônia brasileira – Os 'sambaquieiros' de Alenquer e os Tapajó de Santarém" - defendida em julho de 2005 pela técnica do Museu Emílio Goeldi, Gilma d’Aquino, na Universidade Federal de Pernambuco. Nela a autora tenta investigar o porquê, quem, como e quando esses grupos amazônicos faziam uso do fumo e dos cachimbos cerâmicos. O trabalho parte da hipótese de que o fumo, por seu alto poder alucinógeno, era utilizado principalmente pelos pajés durante os rituais como forma de comunicação com os seres sobrenaturais. A autora analisou 143 cachimbos cerâmicos da reserva arqueológica do Museu Goeldi, que foram divididos em duas grandes classes de acordo com a forma. Os cachimbos tubulares, coletados pelo frei Protásio Frikel, entre os anos de 1939 e 1941, são originários de um sambaqui fluvial na região do Lago Grande do Curuá, no município de Alenquer. Os artefatos não têm datação, mas o antropólogo alemão Peter Hilbert, pesquisador do Museu Emílio Goeldi na década de 50, filiou esses cachimbos a uma fase que data de aproximadamente 350 anos a.C. Já o arqueólogo Mário Simões, também do Museu Goeldi, enquadrou os artefatos numa fase mais antiga, de cerca de 980 anos a.C.

[5] Florence, Hercule 1829-1830b 'Quelques anecdotes brésiliennes'. Em Hercule Florence. Continuation de l'esquisse du voyage de M. de Langsdorff dans l'intérieur du Brésil, depuis sept. 1825 jusqu'en mars 1829. Par le 2e. dessinateur de ce voyage Hercule Florence. Livre deuxième. Moscou, Academia de Ciências, fundo 63, inventário 1, manuscrito 8, fl. 71-78 (Cópias em microforma: Centro de Memória da Unicamp e Arquivo da Casa de Oswaldo Cruz).

[6] Pode-se encontrar uma apresentação sucinta das teses e da influência das teorias da dependência na historiografia latino-americana em, MALERBA, J. Nuevas perspectivas y problemas de la historiografia en América Latina. Historia General de América Latina. Paris: UNESCO, 2006 [no prelo]. (v.9, Teoria y metedología en la historia de América Latina). Sobre as teorias da independência e sua influência na historiografia latino-americana, cf. HALPERIN DONGHI, Túlio. "Dependency Theory" and Latin American Historiography. Latin American Research Review, v.17, n.1, p.115-130, 1982; LOVE, Joseph L. The Origins of Dependency Analysis. Journal of Latin America Studies, v.22, n.1, p.143-168, 1990; BERGQUIST, Charles. Latin America: A Dissenting View of 'Latin American History in World Perspectives. In: International Handbook of Historical Studies: Contemporary Research and Theories. George Iggers and Harold T. Parker (ed.). Westport CT: Greenwood Press, 1970.

[7] Freyre, Gilberto, Ingleses no Brasil. Aspectos da influência britânica sobre a vida, a paisagem e a

cultura do Brasil. Rio de Janeiro: Univer Cidade Editora, 2000.

Wednesday, August 23, 2006

Matanza, Carlos Malta e empadinhas de frango...

Então, nessa última viagem que fizemos ao Rio, o show no Teatro Odisséia foi maravilhoso, casa cheia, muita gente conhecendo a banda, lindo, cada vez melhor, só um detalhe matutino extra show não foi assim digamos tão, tão bem resolvido. . Antes do show , de manhã fomos eu Fuji( que bem lembrou a importância desse post), e Leo visitar o Rafael e o Jorge lá no Tambor, estúdio onde gravamos o Idem, visitar os amigos é sempre uma boa idéia..
Na ida que é quando começa o drama dessa história, 11 da matina e Leonardo Bursztyn, o Leo, não tinha ainda tomado seu café da manhã, e de forma não negociável sentou-se numa padoca perto do estúdio e pediu esse “bendito” enroladinho de presunto e queijo, ou joelho, como é conhecido esse tipo de salgado no RJ. Juro que tentei explicar que aquela não era a melhor hora para um lanche daqueles, poderia atrapalhar o almoço, aquele salgado não valia esse risco...De nada adiantou, ele só dizia, “bicho é rapidinho ainda são onze horas, vinte minutinhos...”, ai ai...
Depois de terminado o “santo” lanche, chegamos no estúdio, exatamente 11:30 hs, estava lá o Rafael e Jorge gravando o Matanza, banda bem legal que comecei a gostar mais tem uns cinco meses, eles falam de amor como ninguém..
Enfim, chegando lá, qual não é a primeira coisa que falam pra gente?; “Puts, vocês deveriam ter chegado vinte minutos mais cedo, o Carlos Malta terminou de gravar uma flauta muito boa numa faixa do disco”..Deu vontade de chorar, nunca mais comer esses tais enroladinhos como forma de protesto. O Carlos Malta é na minha opinião o saxofonista/flautista mais mais do Brasil, tocou durante dez anos na banda do Hermeto Pascoal, Gilberto Gil, tem um trabalho só tocando pifes, adoro o som dele..Toca Saxes soprano,alto,tenor,barítono,flautas doce,em sol, baixo, tenor, clarinete, clarone, pífanos,enfim tudo que apitar o cara ta tocando, e tocando bem, isso que é mais estimulante, e ele tinha terminado de gravar vinte minutos antes, e eu não vi a gravação, odeio joelhos!!!!!!!
Em protesto ao acontecido e como forma de diminuir a produção desses taais enroladinhos de presunto e queijo, a receita que poderia ser essa aí, ficará com o concorrente direto, não entrou na história mas agora toma a frente, a empada de frango, e pode ser conferida no site do tudogostoso.uol.br. http://tudogostoso.uol.com.br/receita/10329-empada-de-frango.php, muito melhor que enroladinhos...
E vamos escutando Carlos Malta, Matanza e claro, muito Móveis..
. Beijos,
Esdras.

Tuesday, August 15, 2006

Viva os Bolachões..

Então, tava vendo que as gravadoras estão começando a relançar os discos em vinil, mesmo que seja em menor escala e exclusivo a poucos artistas, basicamente os que atingem um filão no exterior, é uma ótima iniciativa, além de que para eles isso é ótimo contra a pirataria.
E não só por esse motivo, o vinil ainda hoje tem muitos fãs que afirmam sem medo que o som do LP é outro, que tem uma profundidade maior, as freqüências graves e agudas não ficam comprimidas, isso não é facilmente perceptível mas existe.
Sou fã dos bolachões, acho muito elegante, mas o fator principal não é só o do som, é principalmente o preço.. Nos Sebos compro muita coisa boa, que são relançadas hoje em Cd por um valor bem alto, por três reais, quatro, cinqüenta centavos, para mim vale muito a pena, além do encarte muito chique, e não que eu seja contra baixar músicas , muito pelo contrário, mas o material original tem outro valor..
Nessa semana comprei meus discos da infância, Saltimbancos Trapalhões e a Arca de Noé. Música para criança de qualquer idade, muita qualidade, e para as crianças dessa época uma felicidade e privilégio poder ter Vinícius,Chico Buarque,Milton Nascimento,Elis Regina,Toquinho, Ney Matogrosso, Ivan Lins, Moraes Moreira, entre tantos outros que fizeram na minha opinião um dos melhores momentos musicais dos anos oitenta. Acho que esse caminho musical infelizmente se perdeu nos noventa com as dancinhas da garrafa, Xuxuxus, e todas essas loiras roucas metidas a cantoras, nossa isso não desce, sem falso moralismo nem nada, é só porque acho muito ruim , muito descartável..
Ainda bem que agora ta aparecendo gente nova fazendo música boa também para crianças, e música boa serve pra todo mundo. Li numa entrevista que o Zeca Baleiro estava preparando um disco infantil, espero que role, tem o Partimpim da Adriana Calcanhoto, lindo disco. Viva essa nova onda, poderiam relançar o Partimpim em vinil quem sabe..
Ah e de receita fica a sugestão do bom e velho strogonoff, não tem quem não goste, que nem esses bons discos citados, e se for em vinil então..rss
Beijos.
Esdras.
A receita do strogonoff ta no site abaixo, muito bom..
http://www.chefonline.com.br/receitas/receitas.php?codigo=418&tipo=busca&tela=receita

Tuesday, August 01, 2006

Viva a Liberdade!

Então, essa semana teremos shows no Rio, Niterói e Sp, em Niterói será a primeira aparição, vai ser lindo, já no Rio e São Paulo fomos outras vezes, e tenho ótimas lembranças, principalmente dos restaurantes, bares, botequins.Pra mime aí que está a graça do turismo, nesses lugares que conhecemos a cidade, seus dotes, como diria o Fuji, dormir a gente dorme onde der, agora comer, tem que comer bem, concordo plenamente, essa é a idéia..
Minha primeira visita ao bairro da Liberdade em Sp foi mais ou menos assim nessa vibe, o Móveis ia fazer um show na Outs ou Hangar, não lembro bem exatamente onde, e sempre que viajamos a Sp o Paulo faz as comprinhas para manter sempre a dispensa cheia de quitutes orientais. Realmente lá é o lugar mais barato e a variedade de produtos inacreditável, muito bom, apesar de que nesse dia estávamos mesmo é de olho nos vários self-service de comida japonesa, que na minha opinião é uma das melhores, e a de lá então, maravilhosa..
O lugar era se luxo nenhum, tosco, mas a comida de uma aparência maravilhosa. Sempre digo, pra uma comida ser boa ela tem que ter um visual e um aroma que sejam coerentes com o sabor, e lá apesar de ser um lugar nada luxuoso, era muito bom e bem natural, logo na porta tinha um grupo de velhos japoneses jogando cartas e comendo sashimi com cerveja, essa única participação nacional em toda aquela conversa..Na hora de servir, fui tomado de uma emoção/fome/entusiasmo/fome/euforia, que o prato ficou pesado, o quilo era 20 reais e o meu deu 24, façam as contas, rss..
Mas sim,aquele restaurante marcou tanto essa viagem que em uma outra ida voltamos a esse mesmo bom e tosco restaurante, e acreditem, a balança quebrou justamente na nossa hora, prato saiu bem mais barato porque o peso foi no olhômetro. O que já era muito bom ficou melhor ainda..
Depois disso o Yakissoba virou prato de domingo aqui em casa, fiz d meu jeito e tal, mas ficou também muito bom, e ainda é bem fácil o preparo, precisa de uma frigideira funda e larga, óleo de girassol, sal, pimenta em pó, vagem, cenoura, macarrão, repolho, castanha, alho, molho shoyo, carne, cebola, brócolis..O lance é saber explorar bem as verduras, manter o corte longo e fino para elas, buscar uma variedade de cores. Na frigideira quente despejar o alho, depois a carne, cebola, e vai pouco a pouco colocando os ingredientes, do que fica no ponto mais devagar para o mais rápido, no final o macarrão e por último as castanhas, misture tudo e sirva na própria panela que resolve bonito.
E o som indicado vai em homenagem às bandas que conhecemos nessas viagens, indico aqui algumas como Rádio de outono, Ludov, Som da Rua, Sapo Banjo,Ímpar, Coquetel Acapulco, Ronei Jorge, Rock Rocket.. Se não me engano todas elas estão cadastradas no Trama Virtual, vale a pena dar uma checada.
E vamos indo, que essa semana tem mais comprinhas na Liberdade..
Lindo, beijão!
Esdras.

Tuesday, July 11, 2006

Coincidências..

Todo mundo deve ter tido já a experiência de conhecer uma banda, artista,cantor(a), compositor(a), música, de uma forma não convencional, não foi preciso ir a um show, ninguém precisou apresentar, apareceu de surpresa e foi de primeira bem recebido, interesse súbito, comigo isso acontece direto...
Dia desses estava em casa e o alarme do telefone toca uma música curiosa, melodia bonita, fui ver e era uma música do Mozart. Sabia pouco ou quase nada sobre ele , pouco que conhecia foi o que tinha visto no filme “Amadeus”, onde mostra desde pequeno ele sempre estudando e tocando, também tem a “Flauta mágica” , música que ficou famosa no Brasil por uma propaganda de carro, tinha o Edson Cordeiro cantando um trecho dessa bem solto nos agudos, enquanto a Cássia Eller cantava “Satisfaction” com um timbre bem mais encorpado. Bom mas o que fez realmente querer conhecer mais de Mozart foi aquele toque com sonzinho de teclado fanho ..
Uma outra vez foi numa loja de cds, isso já deve ter acontecido com quase todo mundo, de escutar uma música e querer desesperadamente aquilo que está tocando, na verdade essa deve ser uma tática dos vendedores mais espertos, “Alta Fidelidade”, filme muito bom que vi essa semana tem uma cena que é isso, vale a pena... Pois então, foi assim que conheci Fleurine, cantora de jazz muito boa, dessa nova geração de cantoras que são meio que a nova cara do Jazz, que trouxeram tanto por beleza quanto por talento o Jazz cantado para o meio comum, como a Jane Monheit, Diana Krall, Norah Jones, e mesmo sendo muito menos conhecida é a que mais gosto de ouvir. Viva os bons vendedores.
A minha entrada no Móveis também foi assim, recebi uma ligação do Leo com um convite para entrar na banda, primeira coisa que perguntei foi sobre o cachê. Ein?..Não, na verdade a gente não recebe ainda cachê, estamos pagando para tocar, estúdio, essas coisas, mas é um trabalho sério, com bastante ensaio.. Tudo que eu poderia querer, uma banda onde eu ensaiasse bastante e pagasse para tocar nos lugares...Quem maravilha...
Não aceitei aquela proposta irrecusável, eis que de repente um aluno meu diz que a banda de um colega dele(Xande), ia tocar no Porão do Rock e estava precisando de um saxofonista. Maneiro, tocar no Porão, ia ser uma experiência legal, quando chego para ensaiar, qual era a banda?.. Móveis Coloridos do Acaso, Móveis Coloniais de Aracaju, MCA, Móveis, essa mesmo, banda com vários nomes, sobrenomes, siglas..Tocamos no Porão, foi lindo, me apaixonei pelo som, pelas pessoas, e estou até hoje nessa, consegui sair não...O cachê não chegou como gostaríamos, mas coisas muito melhores tem acontecido, viagens, Idem, Shows, amigos...Lindo as vezes é bom ser cara de pau..
Em homenagem ao cachorro quente do nosso último encontro, e que sejam muitos segue a receita :

Salsicha:ferva, retire a água e depois refogue com manteiga.
Em outra panela o molho: Refogue o alho com cebola no óleo, acrescente semente de mostarda, corte em pedaços bem pequenos, tomates bem maduros, misture com o alho e com a cebola acrescente manjericão e um pouco de molho de tomate também..
Por último misture tudo na mesma panela, um pouco mais de manjericão e meio copo de água e pronto...Sal e pimenta a gosto, e pão de sal por favor..

Rende horas de conversa..
Beijos
Esdras.

Monday, June 19, 2006

Chá do Ronaldo...

Então, não sou muito fã de futebol, não tenho o costume de acompanhar nem meu time, mas em época de Copa do mundo é outra história, também não tem como não ser, é só o que se ve 24 hs na tv, nos jornais, internet, outdoors, etc..Nem parece que um mês mais ou menos antes estávamos "indignados" com tanta robalheira na política, mas essa é uma conversa pra outra hora.Sei que o dilema quadrado mágico, Ronaldo fica ou entra Robinho, bolhas, febres, farras com cerveja alemã, tem tomado toda a minha atenção também, não tinha como ser diferente, virei fã de futebol pelo menos durante esse mês de copa..
Numa entrevista da Ana Maria Braga com a mãe do Fenômeno (até ela está opinando sobre futebol, por que eu nõa o faria né?), sobre péssimo desempenho do Ronaldo no primeiro jogo, falou sobre a receita que passu pro gordinho pra ele não ficar gripado, chá de casca de laranja, que bonitinho né?..ah!..com adoçante por favor..eheh..que maldade, brincadeira, sou fã do Ronaldo.
Tomo muito chá, confesso que esse nunca tomei, deve ser bom, nesses dias frios, a noite não tem coisa melhor que um chá quente antes de dormir, e realmente fazem muito bem à saúde. Vou colocar aqui duas receitas bem simples de chá que eu tomo sempre, essa primeira na verdade é só quando a gripe aperta forte, chá de alho com limão, ferva para um litro de água, quatro dentes de álho e um limão fatiado em rodelas, é horrível eu sei, mas funciona muito bem, suadeira só. Outro que adoro também é o de gengibre, canela , limão e mel, para um litro, é só picar meio gengibre, três paus de canela, esprema um limão e depois de fervido é só acrescentar o mel a gosto e pronto, delicioso..
Ah!, sobre a trilha sonora, fica a dúvida sobre qual será a música tema da Copa, já tivemos Ivete Sangalo e o Zeca Pagodinho cantados pelos jogadores no momento de descontração em outras Copas do Mundo, agora ainda não sei, sem sugestões, mas não seria nada ruim se eles escolhessem alguma do"Idem", rs..
Estamos na torcida,
beijos
Esdras.